terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Los Landmarks de la masonería como referencias de la paz cotidiana entre judíos y árabes

Abstract: Starting from the concept of everyday peace, the article aims to analyze the organization and performance of the Grand Masonic Lodge of Israel, in order to verify how the so-called Landmarks, foundational Masonic principles, have facilitated cooperation and collaboration between Jews and Arabs within Israeli masonry over the last twenty years. Additionally, the article seeks to discuss how everyday peace can be perceived within a classical-contemporary organization like masonry, and in what ways the experiences of this context are likely to be reproduced in other circumstances.


Resumen: Partiendo del concepto de paz cotidiana, el artículo tiene como objetivo analizar la organización y el desempeño de la Gran Logia Masónica de Israel, con el fin de verificar cómo los llamados Landmarks, principios constitutivos masónicos, han permitido la cooperación y colaboración entre judíos y árabes dentro de la masonería israelí durante los últimos veinte años. Además, el artículo busca discutir cómo se puede percibir la paz cotidiana dentro de una organización clásica-contemporánea como la masonería y de qué manera es probable que las experiencias de ese contexto se reproduzcan en otras circunstancias.

Publicado pela Revista de Paz y Conflictos da Universidad de Granada, Espanha. 
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sábado, 21 de agosto de 2021

A vela

Como exercício de Kavaná (concentração com foco), procuro fazer o exercício de ascender e observar uma vela todos os dias pela manhã, logo depois das minhas orações. De certa forma tem sido uma experiência interessante, pois ao ascender e contemplar a chama da vela já tenho dedicado anteriormente vinte minutos às práticas de Kavaná e de Hitbodeidut (conversa direta com o Infinito). Procurei me sentar em uma posição confortável e observar a vela ali, a um metro de distancia. Na medida em que observava a vela parecia me vizualizar na propria chama. Como se a minha silhueta estivesse ali projetada. Uma espécie de sombra espelhada na chama. Não via meu rosto nem nada, mas me contemplava na vela. Ao contemplar tal silhueta me peguei a pensar se aquilo estava prejudicando o exercício, pois poderia ser uma forma de pensar em algo e não no esvaziamento de meus pensamentos, e a partir de então procurei não mais observar essa silhueta, tentanto mesmo esvaziar os pensamentos ou até mesmo pensar no Infinito ou no nada, afinal ambos estão muito associados à Criação. Em primeiro lugar o Absoluto dá espaço ao nada para que o resto possa existir dentro do nada. No entanto, o Infinito - este sim - está além do Absoluto, impossível a nós limitá-lo, portanto, mesmo Infinito. O exercício tem me acalmado e tem me feito perder a noção de tempo. Não sei se também perco a noção de espaço. Todavia, como penso no nada ou na não existência, acredito que tanto o tempo como o espaço somem. Ao longo do dia a contemplação da vela me vem à mente. Em alguns momentos, quando estou a escrever algo, ou mesmo a fazer algo na cozinha, me pego a pensar na vela como se fosse algo que fizesse mesmo parte de mim. Até chego a pensar na associação dela com a alma, como já vi em algumas leituras esse respeito. Descobri, igualmente, uma meditação oriental chamada Trataka - ou algo proximo disso - que consiste em meditar a partir da contemplação de uma vela. Tudo isso me lembrou, ainda, das antigas práticas rosacruzes. Apesar de não ser um membro da Antiga e Mistica Ordem Rosa Cruz (AMORC), tenho conhecimento de que os rosacruzes procuram observar sua propria imagem em um espelho com uma vela acessa em suas meditações iniciáticas. Me parece que a esse ritual chamam de Sanctum ou a prática dessa contemplação faz com que os rosacruzes estabelecam um local em suas casas com este nome. Enfim, acredito que a meditação tem feito bem, assim como tem despertado paciência e até mesmo calma, concentração. Que haja Luz!
Yerevan, 2014