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A obra foi originalmente publicada em 1760 e revisada em 1764, e eu tive o privilégio de traduzir, comentar e anotar esta edição. Esta versão atual oferece não apenas a tradução, mas também o texto original em inglês arcaico, acompanhado de uma fac-símile da edição de 1760, permitindo uma análise comparativa rica e detalhada.
O autor da obra expõe práticas degeneradas que permeavam a Maçonaria do século XVIII, como o alcoolismo após as cerimônias e a negligência com os mais necessitados. Ele propõe, assim, uma reflexão profunda sobre a necessidade de transformação dentro da fraternidade. O texto questiona a pureza dos rituais e denuncia como a Maçonaria, em muitos aspectos, se transformou em algo irreconhecível, distantes de seus ideais originais. Além disso, a obra explora o simbolismo das “Três Batidas Distintas”, que representam a busca constante por luz, sabedoria e aprimoramento espiritual.
Para além de sua crítica à Maçonaria do século XVIII, esta obra nos oferece uma reflexão atemporal, convidando-nos a analisar as tensões e as mudanças que ainda afetam a Ordem nos dias de hoje. Ela continua sendo uma leitura essencial tanto para estudiosos quanto para praticantes da Maçonaria, que buscam compreender melhor a evolução e os desafios da fraternidade ao longo do tempo.
Esta edição de Iniciação de Voltaire na Loja de Neuf Sœurs apresenta a tradução portuguesa do livreto de A. Germain, originalmente publicado em 1874, e trata da cerimônia de iniciação de Voltaire na Maçonaria, realizada em 1778 na Loja de Neuf Sœurs. A cerimônia, presidida por Jérôme Lalande e testemunhada por figuras ilustres como Benjamin Franklin, representa um evento significativo no contexto da Maçonaria francesa e das ideias iluministas.
Esta tradução foi feita em colaboração com meu amigo e colega Luciano Urpia, com quem tive o prazer de comentar e anotar a obra. Juntos, buscamos contextualizar o texto com uma leitura cuidadosa e detalhada, enriquecendo a obra com notas explicativas, um glossário, biografias dos membros da loja e um histórico da Loja de Neuf Sœurs, destacando seu papel crucial no movimento iluminista.
Voltaire, já consagrado como pensador iluminista, teve sua iniciação aos 84 anos. Devido à sua idade avançada, ele não passou pelos rituais usuais, mas foi tocado pela força simbólica da Maçonaria. Sua iniciação representa uma aproximação entre os ideais da Maçonaria e os princípios iluministas, como a luta pela liberdade, a razão e o combate à superstição.
A edição traz um fac-símile da obra original, proporcionando uma análise comparativa, e também se aprofunda nas conexões históricas e filosóficas que ligam a Maçonaria ao Iluminismo. Em nossa análise, procuramos mostrar como Voltaire, um dos maiores defensores dos direitos humanos e da liberdade de pensamento, se insere no contexto da Maçonaria como uma figura central na construção dos conceitos modernos de direitos humanos e liberdade de consciência.
Este trabalho não apenas apresenta a iniciação de Voltaire, mas também convida o leitor a refletir sobre o impacto histórico da Maçonaria e suas interações com o Iluminismo. É, portanto, um precioso estudo tanto para estudiosos da Maçonaria quanto para aqueles interessados no Iluminismo, além de ser uma fonte de inspiração para refletirmos sobre os ideais que moldaram a história moderna.
À Margem da Imagem. Concebido entre 2013 e 2018, este conjunto de poesias é mais do que um registro literário: é um fragmento de tempo, um olhar sensível sobre o que se esconde nas bordas do dito. Sua primeira edição, uma tiragem limitada, nasceu da urgência de capturar o indizível — versos que surgiram entre espasmos e suspiros, entre silêncios e pequenas reconstruções do que não se pode dizer. Após uma temporada de imersão na Bósnia e no Quirguistão, Roy Luria resgatou esses escritos, revivendo-os e adaptando-os ao contexto vivido, onde o espaço, o tempo e as memórias se entrelaçam.
A obra, agora reeditada, ganha uma nova dimensão com as aquarelas de sua esposa, que adiciona uma camada visual ao que as palavras não podem expressar plenamente. Cada aquarela não é apenas uma ilustração, mas uma extensão da poesia — um reflexo da atmosfera que se dissolve, mas permanece à margem. O gesto de ler, aqui, não é apenas um movimento entre as linhas, mas uma travessia por entre as imagens e o silêncio.
Neste livro, o sentido não se impõe, mas se dissolve nas entrelinhas. Ele não é linear; é uma margem entre o que foi e o que ainda não se formou. Ele fala da impossibilidade de captar a totalidade da experiência e da urgência de se tentar, num convite à distração essencial — a ver o que não foi dito e a ouvir o que se esconde nas pausas, nas margens, nas imagens e nos gestos. Cada página oferece mais do que palavras: oferece uma contemplação do que permanece fora do alcance, do que resiste a ser nomeado.
Old Charges: As Antigas Constituições Maçônicas. Este volume inaugural da Coleção de Maçonaria Operativa, apresentado em português, reúne pela primeira vez os documentos fundamentais da maçonaria operativa medieval, desde a Carta de Bolonha (1248) até os Estatutos de William Schaw (1599). Ao compilar esses textos, revela-se a origem concreta dos símbolos, rituais e códigos éticos que mais tarde formariam a base da maçonaria especulativa. Os manuscritos demonstram como a arte do pedreiro evoluiu para uma linguagem simbólica, conectando o trabalho prático às tradições filosóficas e místicas que continuam a inspirar a Arte Real atualmente.
Além de sua relevância maçônica, a coleção constitui uma ferramenta essencial para estudiosos que buscam compreender a evolução histórica, ética e simbólica da maçonaria. Documentos como os manuscritos Regius e Cooke destacam códigos de conduta, solidariedade e hierarquia simbólica, permitindo o estudo da maçonaria desde suas raízes operativas até a transição da prática profissional para a filosofia iniciática.
Old Charge II: As Antigas Constituições Maçônicas, coordenado por Rui Samarcos Lora e Luciano Urpia, oferece uma análise rigorosa da transição da Maçonaria Operativa para a Especulativa, entre os séculos XVI e XVII. Focando no período de 1600 a 1700, o livro explora documentos chave como o York No. 1 Manuscript (1600) e as Sinclair Charters (1601 e 1628), que desempenham papel fundamental na definição da estrutura e filosofia da Maçonaria moderna.
A obra acompanha o processo de transformação da Ordem Maçônica, culminando na consolidada Maçonaria Especulativa, e examina como os textos históricos, incluindo o Dumfries No. 4 Manuscript (1710), sinalizam o fim de uma era operativa e o início de uma Maçonaria com maior influência social e intelectual.
Com tradução integral e comentários analíticos, este volume oferece uma visão detalhada não apenas dos documentos, mas também do contexto histórico, social e cultural em que a Maçonaria se desenvolveu. A obra é uma leitura essencial para aqueles que buscam compreender a evolução da Maçonaria, suas práticas e a forma como suas constituições moldaram as estruturas de pensamento e poder na sociedade ocidental.
Quadra do Quadrado Quadriculado é um convite à poesia informal, inspirada nos pequenos detalhes da vida e a palavra ?expirada? não fazia sentido neste contexto. A menos que possuísse um papel semântico por trás de seu real sentido: morto, vencido, etc, nas palavras não ditas. Escrito a partir de 2005, o livro reúne poesias escritas em diferentes situações e circunstâncias. De versos românticos à poesia construtivista, a obra relata o dia a dia de alguém que nunca deixou de pensar, de amar e de desejar. Poemas que em algumas das vezes nos leva ao sincretismo cretense das coisas, à vontade de unir mais do que separar. O título - uma alusão ao contrário concreto das coisas - nos remete às ideias de preto e branco, do concretismo que dá forma, som e movimento às palavras. Uma tentativa de ensaiar o diferente pelo cotidiano. O parado se movimentando e o anseio de ser ouvido pelas palavras reproduzidas em sentimentos. O sentido das páginas que estão por vir é o de transformar meu sentimento em expressão. Vasculhei a imensidão de uma mente pensante, o coração de um corajoso viajante e as mãos de um eterno sonhador para demonstrar que, para os que já conhecem a vida de um louco alucinante, os versos inquietantes nada mais são do que a verdadeira verdade do homem errante, comum e igual a todos os semelhantes.
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